O agronegócio e a indústria são os grandes vencedores do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. O tratado, que se arrastava há 26 anos, foi destravado com a ratificação no Conselho Europeu.
Após a assinatura formal, cada país precisará ratificar internamente o acordo, o que pode levar algum tempo. No Brasil, o texto passará por revisão jurídica e análise do Congresso, enquanto na União Europeia poderá seguir diretamente ao Parlamento Europeu.
Os benefícios do acordo devem ser sentidos apenas no médio e longo prazo, devido às limitações impostas por mecanismos de proteção ao setor agrícola europeu. O efeito prático do tratado só deve ser sentido a partir da próxima década, com reduções tarifárias graduais e possíveis travas às exportações do bloco sul-americano.
O acordo representa um marco para o comércio exterior brasileiro, especialmente para o agronegócio, que deve se concentrar em produtos como soja e seus derivados, café, carnes, pescados e celulose. Esses setores são os que mais geram resistência dentro da Europa, por ameaçarem a competitividade do produtor local.
