A vice-prefeita de Ribeira, localizada no estado de São Paulo, Juliana Maria Teixeira da Costa, permanece afastada de suas funções após ser acusada de utilizar dinheiro público para realizar amarrações amorosas. Essa situação pode resultar na perda de seu cargo, conforme indicam especialistas a respeito das implicações legais que ela pode enfrentar, caso as alegações sejam confirmadas pela Justiça.
As acusações foram apresentadas pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo). Juliana foi afastada de seu cargo em agosto de 2025, em decorrência da denúncia que envolve o suposto desvio de verba pública destinada à contratação de uma mãe de santo para a realização dos rituais de amarração.
De acordo com especialistas consultados, a comprovação das acusações poderá levar Juliana a não apenas perder o cargo, mas também a ser obrigada a reembolsar os valores envolvidos e, em casos mais graves, enfrentar pena de prisão.
Além de Juliana, outros dois indivíduos estão envolvidos na denúncia: Lauro Olegário da Silva Filho, que ocupava o cargo de coordenador municipal de Saúde, e Willian Felipe da Silva, proprietário da empresa W.F. Da Silva Treinamentos, que foi contratada pela prefeitura para prestar serviços.
O processo judicial atribui a esses envolvidos crimes como associação criminosa, fraude à licitação, peculato e uso de documento ideologicamente falso. Dessa forma, existe a possibilidade de prisão para a vice-prefeita, caso ela seja condenada pelos tribunais.
Os impactos de uma condenação podem ultrapassar a esfera criminal, levando à inelegibilidade de Juliana, que ficaria impedida de concorrer a cargos públicos em virtude da Lei da Ficha Limpa. A situação levanta preocupações sobre a integridade do serviço público e a responsabilidade dos gestores na aplicação de recursos destinados à população.