Advogado é preso após atropelar casal, defesa alegando consumo de apenas uma cerveja

Um advogado foi detido por atropelar um casal em Campo Grande. A defesa afirma que ele havia consumido apenas uma cerveja antes do acidente, embora [...]
Local onde ocorreu o acidente. — Foto: Local onde ocorreu o acidente. (Foto: Mid

A prisão de um advogado ocorreu após ele atropelar um casal na noite de terça-feira (14) em Campo Grande. A defesa alega que o cliente, de 37 anos, consumiu apenas uma cerveja antes do incidente, apesar de 13 bebidas encontradas em seu veículo, um Caoa Chery Tiggo 8 Pro. Ele foi detido por tentativa de homicídio no bairro Santa Fé.

O acidente aconteceu no cruzamento da Rua Antônio Maria Coelho com a Rua Nortelândia, quando o advogado atingiu um casal que estava em uma motocicleta. O condutor da moto foi internado na Santa Casa com fratura na perna e suspeita de trauma na coluna, enquanto a passageira, uma enfermeira de 35 anos, sofreu fratura no pulso direito.

José Roberto, advogado do réu, informou que o cliente foi levado ao Presídio Militar Estadual (PME) e aguarda audiência de custódia. Ele também mencionou que o advogado enfrenta problemas de saúde que estão sendo avaliados pela defesa. "Ele foi liberado da UPA após ser medicado e levado ao Presídio Militar", disse.

Oswaldo Meza, outro advogado da defesa, esclareceu que as cervejas encontradas no veículo estavam fechadas e não consumidas. "Havia 11 garrafas cheias, além de uma que ele estava bebendo", afirmou Meza, destacando que o advogado não havia ingerido a quantidade total.

O advogado conduzia o carro na contramão na Rua Nortelândia e, ao tentar desviar de um motociclista, colidiu com a moto do casal. Após o acidente, ele tentou deixar o local, mas foi detido por moradores que o impediram de fugir. Socorristas do Samu foram acionados e constataram os ferimentos do casal.

O Batalhão da Polícia Militar de Trânsito (BPMTrân) e a Polícia Civil também foram mobilizados. O advogado realizou o teste de bafômetro, que indicou ingestão de álcool. Como ele foi enviado à UPA para atendimento, não foi possível interrogá-lo na delegacia, permanecendo sob observação policial.

Leia mais

Rolar para cima