Os cinco adolescentes investigados por homicídio qualificado, relacionados ao caso da adolescente Lívia Cioca Ferreira, de 13 anos, continuarão em liberdade. Essa decisão foi tomada pelo desembargador Waldir Marques, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), contrariando o pedido do Ministério Público para a reinternação dos jovens.
A determinação foi publicada no Diário Oficial e se fundamenta na ausência de elementos que justifiquem a privação cautelar da liberdade após o prazo legal de 45 dias. A decisão do desembargador segue o entendimento inicial do juiz Fernando Moreira Freitas da Silva, da 1ª Vara Criminal, que também havia optado pela liberdade dos adolescentes, mas com a imposição de medidas cautelares.
Entre as medidas estabelecidas, os jovens deverão se submeter a acompanhamento psicológico e psiquiátrico, que pode ser realizado na rede pública ou privada. Além disso, será necessário apresentar mensalmente comprovante de presença nas sessões de terapia. Os adolescentes estão proibidos de acessar a internet por qualquer dispositivo, exceto para compromissos relacionados à justiça, que serão fiscalizados pela Delegacia de Polícia local.
A investigação em torno do Caso Lívia envolve ainda a identificação de outras possíveis vítimas e o combate a situações de vulnerabilidade. Em 15 de setembro, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deu início à segunda fase da Operação Lívia, que se baseou na análise técnica de dispositivos eletrônicos apreendidos anteriormente.
Essa nova fase da operação resultou na apreensão de mais seis adolescentes, além de ações de busca e apreensão domiciliar em diversos estados, como Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal. Os grupos investigados são acusados de utilizar chantagem e manipulação psicológica para controlar adolescentes em vulnerabilidade, o que elevou a gravidade das investigações.
O Caso Lívia, além de chamar a atenção pela brutalidade do crime, levanta questões sobre a proteção de adolescentes em situações de risco e as medidas adequadas que podem ser adotadas pelas autoridades para assegurar a segurança e o bem-estar dos jovens envolvidos.
Com informações campograndenews.com.br