Na quarta-feira (29), a Polícia Civil de Campo Grande, por meio da Seção de Investigações Gerais da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM), deu sequência a investigações que visam coibir a violência doméstica e familiar contra mulheres. Neste dia, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em residências de indivíduos acusados de agredir suas parceiras.
O primeiro mandado estava relacionado a um caso ocorrido em 20 de abril, no bairro Monte Castelo. Neste incidente, uma mulher de 46 anos relatou ter sofrido violência psicológica por parte de seu companheiro, de 47 anos, com quem convivia há mais de duas décadas. A vítima mencionou que já havia sido agredida fisicamente em outra oportunidade e que o agredido possuía uma arma de fogo registrada. Diante desse cenário, ela decidiu registrar uma queixa formal e solicitar medidas protetivas de urgência, com o intuito de assegurar sua segurança.
Durante as buscas na residência do acusado, que se localiza no mesmo bairro, a equipe policial apreendeu uma pistola calibre 9mm e três carregadores, conforme as determinações judiciais que fundamentaram a operação. A apreensão se insere em um conjunto de ações direcionadas à proteção das vítimas e à prevenção de novos episódios de violência.
O segundo mandado de busca e apreensão foi motivado por uma denúncia registrada em 1º de abril, que investigava um caso de violência psicológica em uma relação conjugal que já havia terminado. A vítima, uma mulher de 62 anos, relatou que conviveu por aproximadamente 40 anos com o investigado, um homem de 64 anos, e que se separaram há cerca de dois anos e meio. A mulher destacou que havia registros anteriores de violência no relacionamento e manifestou o desejo de representar criminalmente o ex-companheiro, além de solicitar a manutenção de medidas protetivas.
Com o cumprimento do mandado no bairro Carandá Bosque, a equipe policial encontrou e apreendeu um revólver calibre .38, junto a 16 munições do mesmo calibre. Essas medidas visam proteger a integridade física e psicológica das mulheres vítimas de violência, além de evitar a escalada de agressões, especialmente em situações que envolvem a posse de armamentos.
As ações da Polícia Civil, portanto, refletem um compromisso com o enfrentamento da violência doméstica, promovendo um ambiente mais seguro e acolhedor para as mulheres em situação de risco.