No dia 02 de junho de 1867, a coluna brasileira, em Retirada da Laguna, chegou ao local conhecido como Canindé, situado a três léguas de Nioaque. Essa marcha forçada foi realizada após uma travessia complicada do Rio Miranda, que se estendeu por três dias. Apesar da intensa chuva que acompanhou o trajeto, a movimentação ocorreu sem grandes incidentes, embora os soldados trouxessem consigo doentes que precisavam de cuidados.
Ao chegar ao Canindé, foram encontrados sinais da passagem das forças paraguaias, incluindo carros queimados ao longo do caminho. O chão estava coberto de farinha e arroz, o que indicava a presença anterior dos inimigos. Após enfrentarem 22 dias de extrema fome, os soldados puderam finalmente se alimentar, coletando os mantimentos que encontraram à beira do caminho. Durante esse período crítico, a ração de carne que recebiam era tão escassa que 4 a 8 reses eram divididas entre eles, ao invés das 21 normalmente destinadas ao corte.
A documentação desse episódio faz parte da obra "A Retirada da Laguna", que foi publicada em sua 14ª edição pela Edições Melhoramentos em 1942. A narrativa de Taunay oferece um relato detalhado das dificuldades enfrentadas pelas tropas brasileiras durante essa fase da guerra.
Além disso, a história recente também se entrelaça com a literatura contemporânea. O jornalista Sergio Cruz lançou um ROMANCE que mistura ficção e fatos históricos, onde acompanha a jornada de um repórter do Rio de Janeiro em busca de um garimpeiro fugitivo. A trama se desenrola em Rochedo, um GARIMPO localizado no Sul do antigo Mato Grosso, hoje Mato Grosso do Sul, e se estende até a África do Sul e Paris, culminando em 1993, em Cuiabá.
Essas narrativas, tanto a histórica quanto a literária, revelam aspectos importantes da cultura e da história brasileira, refletindo sobre as condições adversas que marcaram o passado do país e a forma como esses eventos são interpretados e recontados na atualidade.