No ano de 1889, Joaquim Vieira de Almeida, que ocupava o cargo de subdelegado de Polícia em Campo Grande, expressou sua preocupação com a criminalidade que se alastrava na região. Em um ofício datado de 20 de maio e enviado ao juiz da comarca de Rio Verde, em Goiás, ele relatou que as fronteiras eram frequentemente utilizadas por criminosos em fuga, que buscavam abrigo em localidades densamente povoadas, como Campo Grande.
O ofício de Almeida, que faz parte do acervo HISTÓRICO da Província de Mato Grosso, destaca que a localidade estava, segundo a opinião pública, infestada por foragidos de estados vizinhos. Ele enfatizou que esses indivíduos, habituados a cometer delitos, geravam um constante estado de alarme entre os cidadãos. O subdelegado solicitou que o juiz municipal de Rio Verde considerasse a necessidade de expedir precatórias para a captura desses criminosos, que estavam ameaçando a segurança da população local.
A preocupação com a segurança pública em Campo Grande não é um fenômeno recente. A história da criminalidade na região remonta a épocas passadas, quando as autoridades já enfrentavam desafios semelhantes. O alerta de Almeida em 1889 reflete um contexto mais amplo de tensões e inseguranças que marcaram a Província e Comarca durante aquele período.
Além disso, o tema da criminalidade nas fronteiras e os desafios enfrentados pelas autoridades locais são abordados de forma ficcional no ROMANCE HISTÓRICO de Sergio Cruz, publicado em 1937. A obra narra a busca de um repórter do Rio de Janeiro por um garimpeiro que fugiu com um diamante valioso encontrado em ROCHEDO, no Sul do antigo Mato Grosso, hoje Mato Grosso do Sul. A narrativa se desdobra em cenários internacionais, incluindo a África do Sul e Paris, terminando em 1993, em Cuiabá.
Esses relatos históricos e ficcionais revelam a complexidade da segurança pública em Campo Grande e as implicações da criminalidade ao longo dos anos. Enquanto a sociedade atual ainda enfrenta desafios semelhantes, o passado oferece lições importantes sobre a vigilância e as estratégias necessárias para garantir a segurança das comunidades.