Alcides Bernal, que foi prefeito de Campo Grande, faleceu na madrugada desta segunda-feira (13) na Santa Casa da Capital. O ex-prefeito estava detido desde 24 de março, quando se envolveu em um incidente que resultou na morte do auditor fiscal Roberto Mazzini.
No início de junho, a Justiça havia decidido que Bernal iria a júri popular pelo assassinato de Mazzini, mantendo também sua prisão preventiva. O crime ocorreu em um imóvel que pertencia a Bernal, mas que havia sido arrematado por Mazzini em um leilão. Em 24 de março, o auditor foi até a propriedade para tomar posse e foi atingido por disparos de arma de fogo, não resistindo aos ferimentos.
Após o incidente, o ex-prefeito se entregou na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro, enquanto o chaveiro que estava presente no momento do crime foi levado ao Centro Integrado de Polícia Especializada (Cepol).
Recentemente, Bernal precisou passar por uma cirurgia devido a complicações de saúde, incluindo um infarto. Após a alta hospitalar, foi encaminhado de volta ao Presídio Militar, onde ficou até a última sexta-feira (10). Nesse dia, a Justiça negou um pedido de prisão domiciliar feito pela defesa, que argumentava a necessidade de cuidados médicos adequados após três procedimentos cirúrgicos para desobstrução de artérias, o que envolveu a implantação de stents.
Na noite de sábado (11), Bernal teve um mal-estar e foi transferido novamente para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa. Na madrugada de hoje, ele passou por uma nova cirurgia, mas não conseguiu sobreviver às complicações.
O Corpo de Bombeiros foi acionado na ocasião do crime, tendo realizado manobras de reanimação em Mazzini por cerca de 25 minutos, mas a vítima não resistiu aos ferimentos. O caso de Alcides Bernal se tornou emblemático devido à sua trajetória política e à gravidade das acusações que enfrentava.