Dona de gráfica é presa por corrupção e paga fiança para evitar prisão

A proprietária da Gráfica Alvorada, Rossana Paroschi Jafar, foi presa por corrupção e pagou fiança de R$ 4.863,00. Ela continuará detida devido à Operação Gutenberg, [...]

Rossana Paroschi Jafar, proprietária da Gráfica Alvorada, foi presa sob acusações de corrupção ativa e passiva. Para evitar a prisão em flagrante, ela pagou uma fiança no valor de R$ 4.863,00, após ser flagrada com munições escondidas em seu apartamento, especificamente na gaveta do banheiro do quarto de visitas. Apesar desse pagamento, a empresária permanecerá em prisão preventiva em razão da Operação Gutenberg, coordenada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado).

A Operação Gutenberg investiga um esquema que teria desviado cerca de R$ 27 milhões em verbas públicas, destinadas à compra de livros. Além de Rossana, seus filhos Olívia Paroschi Jafar e Felipe Paroschi Jafar também foram presos no contexto da operação. Giovanni Paroschi Jafar, outro membro da família, é considerado foragido, com mandado de prisão em aberto, pois não foi localizado pelas autoridades.

Durante uma audiência, a defesa de Rossana, representada pelo advogado Pedro Grubert, solicitou a substituição da prisão por medidas alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica. Contudo, o pedido foi negado pela Justiça. A família Jafar possui um histórico ligado à Gráfica Alvorada, que é apontada como um dos principais envolvidos em fraudes em contratos com a SED (Secretaria de Estado de Educação) para o fornecimento de livros didáticos.

As acusações indicam que a contratação da gráfica ocorreu sem licitação, sob a alegação de que a empresa tinha exclusividade sobre as obras. A Gráfica Alvorada é considerada um dos meios utilizados para a lavagem de dinheiro proveniente de desvios de recursos públicos. Um dos apartamentos do casal, avaliado em mais de R$ 1 milhão, localizado em Campo Grande, chegou a ser bloqueado pela Justiça em decorrência dessas acusações.

Rossana, além de ser dona da Gráfica Alvorada, também atua como dentista e é fundadora da Clínica Ross, que também foi alvo de buscas na operação. Mirched Jafar Júnior, marido de Rossana e ex-sócio na gráfica, faleceu em 2021 em decorrência da covid-19. Em 2017, ele foi preso durante uma das fases da operação anterior, demonstrando um histórico de envolvimento com a Justiça.

As investigações continuam, e ações judiciais visando o ressarcimento aos cofres públicos ainda estão em andamento, mantendo Rossana como ré em um dos processos que tramita na Justiça. A situação reflete a gravidade dos crimes que envolvem a corrupção e o desvio de recursos públicos, destacando a necessidade de medidas rigorosas para combater práticas ilícitas.

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