Policial militar é morto em Corumbá e terceiro suspeito permanece foragido

Após a morte de dois suspeitos relacionados ao assassinato do policial militar Marcelo Pimenta em Corumbá, um terceiro envolvido segue foragido. A situação gerou um [...]

A morte do policial militar Marcelo Pimenta dos Santos em Corumbá, a 429 km de Campo Grande, trouxe à tona um cenário de tensão e insegurança na cidade. O militar foi atingido por um tiro de fuzil na noite de terça-feira (30) durante uma tentativa de abordagem a um Fiat Argo, onde estavam três criminosos. Esses indivíduos haviam disparado contra uma residência em Ladário com a intenção de atingir um membro do Comando Vermelho, conhecido como "Coelhinho".

Na sequência dos eventos, dois suspeitos foram mortos. Rubens Zílio Neto, conhecido como "Apolo", foi morto no sábado (4) durante uma ação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). O outro envolvido, Everton da Silva Viana, morreu ao tentar agredir um policial na mesma noite do ataque a Pimenta. A informação levantada pelo tenente-coronel Samuel, comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar (BPM), indica que o tiro que atingiu o policial pode ter sido disparado por Everton, que estava no banco de trás do veículo.

Uma mulher foi detida, sendo apontada como responsável por manter o armamento utilizado na ação. Rubens, por sua vez, foi preso durante a mesma operação que resultou em sua morte na transferência para Campo Grande. O terceiro suspeito, que também estaria no veículo, permanece foragido e, segundo o coronel Renato dos Anjos Garnes, comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), acredita-se que ele possa ter fugido para a Bolívia.

Desde o falecimento de Pimenta, a segurança na região foi intensificada, especialmente na fronteira com a Bolívia. Moradores de Corumbá relataram um clima de medo e a sensação de que a cidade se assemelha a um cenário de guerra, similar ao que se observa no Rio de Janeiro. O aumento do policiamento não parece ter acalmado os ânimos, e relatos de tiroteios entre policiais e criminosos têm se tornado frequentes.

Um morador da região comentou sobre a situação no posto onde os confrontos ocorreram, destacando que os policiais do Bope estavam realizando o transporte de presos quando foram atacados. Outro residente relatou que os criminosos estavam armados com fuzis e que a presença policial foi significativamente reforçada, mas a tensão persiste entre a população local.

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