Clima de tensão em Corumbá após ataque do Comando Vermelho a comboio da PM

Moradores de Corumbá relatam clima de guerra após um ataque do Comando Vermelho a um comboio da Polícia Militar, provocando medo e tensão na região. [...]

A cidade de Corumbá, localizada a 429 quilômetros de Campo Grande, enfrenta um clima de tensão e medo após um ataque atribuído ao Comando Vermelho (CV) contra um comboio da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), ocorrido no último sábado (4). Este incidente aconteceu no contexto de um confronto que resultou na morte do policial Marcelo Pimenta, e na sequência, um terceiro suspeito envolvido no ataque foi assassinado.

O ataque foi considerado ousado, com a participação de criminosos armados e a presença do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) em ação. O suspeito que foi morto durante esse confronto supostamente estava ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e teria participado de um plano para executar um integrante do CV, culminando na morte do policial militar.

Moradores da região, em conversas com o Jornal Midiamax, descreveram a situação como semelhante a um cenário de guerra, comparando a violência local ao que ocorre em áreas conflituosas do Rio de Janeiro. Desde o dia 30, o policiamento na fronteira com a Bolívia foi intensificado, mas mesmo assim, a população vive sob o temor de novos confrontos entre as forças de segurança e facções criminosas.

Relatos de moradores destacam a gravidade da situação, com um deles afirmando que o clima no posto de gasolina da região era caótico, com uma troca de tiros entre policiais e criminosos armados com fuzis. Outro morador relatou que o Bope estava transportando um preso quando se iniciou o tiroteio, evidenciando a intensidade do ataque.

De acordo com informações apuradas, as equipes do Bope estavam em quatro viaturas, incluindo uma descaracterizada, transportando um suspeito que seria vinculado ao PCC. A prisão deste indivíduo foi decretada em audiência de custódia, evidenciando a operação como parte de um esforço maior contra o tráfico de drogas na região.

Em resposta à escalada da violência, o policiamento na fronteira de Corumbá foi reforçado após a morte do policial. O coronel Renato dos Anjos Garnes, comandante-geral da PMMS, afirmou em coletiva que a corporação está sempre em formação e pronta para reagir diante das ações dos criminosos. Ele destacou que a PM está preparada para enfrentar confrontos, caso os bandidos decidam retaliar as operações policiais.

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