A Receita Federal divulgou nesta quinta-feira (2) um levantamento que coloca os titulares de cartório como os profissionais com o maior patrimônio médio declarado em Mato Grosso do Sul. Com uma média de R$ 4 milhões em bens, esse grupo lidera a lista das ocupações mais abastadas do estado.
Na sequência, os membros do Ministério Público, que incluem procuradores e promotores, apresentam um patrimônio médio de R$ 3,4 milhões. Os integrantes do Poder Judiciário, como ministros, juízes e desembargadores, seguem com uma média de R$ 3,1 milhões, evidenciando assim a relação entre a atuação nessas áreas e a acumulação de patrimônio.
Os dados também mostram que a exploração agropecuária ocupa uma posição de destaque, com os produtores deste setor apresentando um patrimônio médio de R$ 2,4 milhões. Essa informação reflete a importância do agronegócio na economia sul-mato-grossense, uma das mais robustas do Brasil.
Outras profissões que se destacam em termos de patrimônio incluem médicos e advogados do setor público, ambos com uma média de R$ 1,2 milhão, seguidos por profissionais da área de auditoria fiscal e fiscalização, terapeutas ocupacionais, além de dirigentes de empresas industriais, todos com valores próximos de R$ 1 milhão.
Ainda foram destacados os atletas e desportistas, com uma média de patrimônio de R$ 900 mil, enquanto agrônomos e advogados da iniciativa privada aparecem com R$ 800 mil. Membros do Poder Executivo, incluindo presidentes, governadores e prefeitos, têm também uma média de patrimônio de R$ 700 mil.
Essas informações fazem parte de um painel estatístico mais amplo, que visa ampliar a transparência sobre os perfis socioeconômicos dos declarantes do Imposto de Renda, permitindo uma análise mais detalhada sobre a distribuição de riqueza e o patrimônio de diferentes ocupações em cada unidade da federação. Essa iniciativa é parte de um esforço maior da Receita Federal para subsidiar estudos sobre a economia local e nacional, promovendo maior compreensão sobre a dinâmica de renda e patrimônio no país.