Idosa é detida com 60 kg de cocaína enquanto assistia culto em Campo Grande

Uma idosa de 68 anos foi presa com mais de 60 kg de cocaína em sua residência, no bairro Parati, em Campo Grande. Ela afirmou [...]

Uma idosa de 68 anos foi presa em Campo Grande, após ser encontrada com mais de 60 kg de cocaína em sua casa, localizada no bairro Parati. A detenção ocorreu enquanto a mulher alegava estar assistindo a um culto evangélico por meio de uma transmissão ao vivo. A abordagem foi realizada por uma equipe da Guarda Civil Metropolitana (GCM), que chegou ao local para averiguar uma denúncia anônima relacionada a violência doméstica e possível cárcere privado.

Durante o depoimento, a idosa relatou que estava tão concentrada na live que não percebeu a presença dos agentes em frente ao imóvel. Ela mencionou que, durante a transmissão, recebeu várias mensagens e chamadas de uma vizinha, mas ignorou os contatos, decidindo retornar as ligações apenas após o término do culto. Ao ser informada sobre a presença da GCM, a idosa autorizou a entrada dos agentes em sua residência.

Os agentes, que faziam parte do Grupo Especializado de Motopatrulhamento (Gemop), verificaram a denúncia e, ao entrarem no quintal, encontraram a droga escondida em sacos plásticos, misturada a materiais recicláveis. Questionada, a mulher afirmou que a cocaína pertencia ao filho, que não estava presente e não pôde ser localizado. Diante dos fatos, a idosa foi presa em flagrante por tráfico de drogas e encaminhada para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Integrado de Polícia Especializada (Depac-Cepol).

Na quinta-feira (2), o juiz Bruce Henrique dos Santos Bueno Silva decidiu liberar a idosa, mas impôs uma série de medidas cautelares. Entre as condições, a mulher deverá usar uma tornozeleira eletrônica por um período de 120 dias e cumprir recolhimento domiciliar noturno. Durante a semana, ela deverá permanecer em casa das 18h às 5h, enquanto nos finais de semana o recolhimento será integral.

Além disso, a idosa está proibida de deixar a comarca sem autorização judicial e deve comparecer a todos os atos processuais, mantendo seus dados de contato sempre atualizados.

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