O Hezbollah manifestou descontentamento em relação ao acordo assinado entre Israel e Líbano, que visa encerrar um longo período de conflito entre as partes. A assinatura do documento ocorreu em Washington na última sexta-feira (26), mas sem a presença do Hezbollah, o que levanta questionamentos sobre a viabilidade do acordo.
O acordo estabelece que a retirada de Israel do Líbano está condicionada ao desarmamento do Hezbollah, uma exigência que o grupo militante, apoiado pelo Irã, rejeita firmemente. O líder do Hezbollah, Naim Kassem, declarou em uma mensagem no sábado (27) que o grupo continuará sua luta até que Israel seja obrigado a se retirar do território libanês. A insatisfação com o acordo foi evidenciada por protestos de apoiadores do Hezbollah nas ruas de Beirute.
Apesar do pacto, a tensão na região se mantém alta. A agência de notícias estatal libanesa reportou um ataque de drone israelense nas proximidades da cidade de Nabatiyeh, o que indica que as hostilidades ainda não cessaram. Além disso, o exército israelense libertou três trabalhadores libaneses e três sírios que haviam sido capturados perto da vila de Ain Arab na mesma data da assinatura do acordo.
O acordo prevê que Israel se retire do Líbano somente se o Hezbollah concordar em desarmar. Detalhes divulgados pelo Departamento de Estado dos EUA indicam que o objetivo final é encerrar o estado de guerra que persiste desde a criação de Israel, em 1948. O acordo também menciona uma retirada inicial de Israel de duas pequenas áreas, conhecidas como zonas piloto, embora não tenha especificado quais seriam essas regiões.
À medida que o exército libanês se prepara para assumir a responsabilidade pela segurança nessas áreas, o acordo sugere que novas zonas piloto podem ser definidas para futuras retiradas de Israel. Essa estratégia, no entanto, ainda depende da aceitação do Hezbollah, que mantém sua posição de resistência contra as imposições do acordo.