Dois réus são condenados por homicídio de travesti em Campo Grande

Flabson Amaro e Rita Cadillac foram sentenciados a 14 e 7 anos, respectivamente, pela morte de Dandara Vick, asfixiada em uma cela do IPCG em [...]

Flabson Amaro dos Santos Alves e Rita Cadillac, nome social de Maick Franklin Raimundo, receberam penas de 14 e 7 anos, respectivamente, por serem considerados culpados pelo assassinato da travesti Dandara Vick. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (25) no Tribunal do Júri de Campo Grande.

De acordo com a acusação apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Dandara foi asfixiada até a morte no dia 22 de março de 2025, enquanto se encontrava em uma cela no Instituto Penal de Campo Grande (IPCG). Durante a audiência, o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade do crime e a autoria dos envolvidos.

Flabson foi condenado a 14 anos de reclusão pelo homicídio doloso qualificado, em virtude da forma como a vítima foi morta. Rita Cadillac, por sua vez, foi sentenciada a 7 anos de prisão pelo homicídio doloso simples, segundo a decisão do juiz Carlos Alberto Garcete, que fixou o regime inicial de cumprimento da pena para ambos como fechado.

O caso de Dandara Vick ganhou destaque, especialmente pelo modo brutal como ocorreu. A vítima foi encontrada com as mãos e pés amarrados, tendo sido asfixiada com uma toalha por aproximadamente 50 minutos. Os dois réus afirmaram que o crime foi motivado por uma antiga desavença entre eles.

Durante o julgamento, Flabson alterou sua versão inicial, alegando que agiu sozinho no crime. “Dei murro e várias pancadas na cara. Eu sozinho. Passei a toalha no pescoço e comecei a enforcar”, relatou. A mãe de Dandara, Kalu Além, presente na sessão, fez um apelo por justiça antes da sentença ser proferida. "O que eles fizeram com meu filho não se faz com um animal. Meu filho foi amarrado e torturado", declarou.

O impacto emocional da situação foi palpável no tribunal, evidenciado pelas palavras da mãe que clamou por justiça e a necessidade de responsabilizar os autores pelo crime cometido contra sua filha. Este caso, assim, se torna um marco nas discussões sobre violência e direitos humanos, especialmente no que se refere à população LGBTQIA+.

Leia mais

Rolar para cima