Nove cidades de Mato Grosso do Sul apresentam alto risco de dengue

De acordo com levantamento da Secretaria de Estado de Saúde, Eldorado é a cidade com o maior índice de infestação do mosquito Aedes aegypti em [...]
Agente de saúde inspeciona focos de dengue em pneu. — Foto: Agente de saúde insp

Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul revela que nove municípios estão em situação de alto risco para infestação do mosquito Aedes aegypti, que é responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunya. O estudo, que faz parte do segundo ciclo do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, aponta Eldorado como a cidade com o pior índice, alcançando 9,8.

Além de Eldorado, aparecem na lista de risco elevado Santa Rita do Pardo (7,5), Ribas do Rio Pardo (6,6), Rio Negro e Bela Vista (ambas com 5,9), Maracaju (5,6), Ponta Porã (5,3), Anastácio (5,2) e Terenos (4,7). As cidades de Água Clara, com 4,1, e Camapuã, com 4,0, também merecem atenção, embora estejam no limite da classificação, o que indica uma situação preocupante.

O levantamento foi realizado em maio, abrangendo 76 municípios e tem como objetivo direcionar as ações de combate ao mosquito, identificando áreas com maior presença de larvas e criadouros antes que a situação se agrave com o aumento dos casos de doenças transmitidas pelo vetor. O Ministério da Saúde classifica índices acima de 4 como de alto risco.

Na faixa de médio risco, com índices entre 1 e 3,9, constam cidades como Bataguassu (3,8), Porto Murtinho (3,2), Coronel Sapucaia (3,0) e Corumbá (2,8), entre outras. O levantamento ressalta que três municípios, Alcinópolis, Campo Grande e Dourados, não participaram da avaliação, o que é relevante, pois Campo Grande é a maior cidade do Estado e Dourados possui uma população urbana significativa, tornando o monitoramento essencial.

A Secretaria de Estado de Saúde enfatiza que o LIRAa é fundamental para determinar onde o poder público deve concentrar suas ações, como visitas domiciliares e eliminação de criadouros. Além disso, é ressaltada a importância do combate ao Aedes aegypti mesmo em períodos de menos chuvas. A orientação para a população inclui eliminar recipientes que acumulem água, manter quintais limpos e descartar o lixo de forma adequada.

A SES reitera que o enfrentamento das arboviroses requer uma ação conjunta entre os municípios e a população, sendo crucial a colaboração de todos no combate à proliferação do mosquito.

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