Gerson Claro SE recusa a discutir edital de Café da Manhã de R$ 618 mil para deputados

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Gerson Claro, não quis comentar sobre a licitação que prevê gastos de R$ 618 mil [...]
Presidente da Alems, Gerson Claro (PP) só apareceu na sessão para falar com o 1º

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), Gerson Claro (PP), manifestou-se na manhã desta quarta-feira (17) sobre a licitação que prevê um gasto estimado de R$ 618 mil para a contratação de serviços de Café da Manhã para os deputados. Durante a sessão, ele se mostrou relutante em discutir os detalhes do edital, afirmando que a responsabilidade pela licitação recai sobre a equipe técnica.

Ao ser questionado sobre a natureza do Café da Manhã, Claro afirmou que o evento atenderia atividades da Assembleia e que a refeição não seria exclusiva para os deputados. Contudo, o edital da licitação especifica que a contratação é direcionada ao fornecimento de Gêneros Alimentícios para o Café da Manhã dos Parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul, com entregas diárias conforme as orientações do Termo de Referência.

A situação gerou repercussão nas ruas, onde muitos cidadãos expressaram indignação sobre o uso de recursos públicos para um evento considerado excessivo. Durante a conversa com os jornalistas, Gerson Claro se irritou ao ser corrigido sobre a informação contida no edital, reafirmando que o que havia sido escrito estava incorreto. Ele insistiu que a discussão sobre o edital não era o foco, desqualificando a atuação da imprensa ao afirmar que não iria se aprofundar no assunto.

Os jornalistas continuaram a insistir que o documento detalha que o Café da Manhã deve ser servido de segunda a sexta-feira, às 7h, e não à noite, como o deputado havia mencionado. Em resposta, Claro reafirmou que a responsabilidade pelo edital era de sua equipe e que ele não se sentiria à vontade para discutir isso com a imprensa.

Além de esclarecer que a Assembleia havia emitido uma nota oficial sobre a licitação, o deputado também mencionou que esperava conseguir um valor inferior ao estimado e que a licitação está em conformidade com a legislação vigente. Ele defendeu que o atendimento não se destinava apenas aos 29 deputados, mas poderia atender um número maior de pessoas, embora não tenha especificado quantas.

Por fim, Gerson Claro afirmou que a Assembleia não teria nada a esconder em relação ao edital e que as dúvidas sobre o assunto poderiam ser esclarecidas por sua equipe. A discussão em torno da licitação continua a gerar descontentamento entre a população e a imprensa, que buscam mais clareza sobre os gastos públicos envolvidos.

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