Nova gestão assume o Consórcio Guaicurus após intervenção em Campo Grande

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, nomeou Alexandro Adriano Lisandro como interventor do Consórcio Guaicurus, em resposta a irregularidades no transporte público. A decisão [...]
Alex Oliveira foi diretor da Agência de Regulação de Cuiabá/MT. — Foto: Alex Oli

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), anunciou a nomeação de Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira como interventor no Consórcio Guaicurus, responsável pela gestão da concessão do transporte público na cidade. A intervenção foi decretada na terça-feira, 16 de junho de 2026, após seis meses de investigações e conflitos com os empresários do setor de ônibus. A medida é resultado de uma decisão judicial e de uma recomendação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte, da Câmara de Vereadores.

Alexandro já ocupou a posição de diretor de Regulação e Fiscalização na Arsec (Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos Delegados de Cuiabá) entre 2015 e 2025. Formado em Direito pela UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), ele traz uma experiência significativa para o cargo. A nova equipe interventora conta também com Rodolfo Bahiense Fernandes, que atuará como interventor administrativo-financeiro e que possui uma consultoria em gestão empresarial no Rio de Janeiro.

A função de interventor jurídico ficará a cargo de Alexandre Souza Moreira, que é procurador da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) e participou do grupo de trabalho que precedeu a intervenção. Por sua vez, Robson Tadeu Pereira, advogado especializado em contratos e concessões públicas e residente em Maceió (AL), será o interventor operacional.

A intervenção no Consórcio Guaicurus foi motivada pela necessidade de enfrentar os problemas relacionados à precariedade do serviço de transporte coletivo. Os objetivos principais incluem garantir a continuidade e a eficiência na prestação do serviço público, além de apurar as causas das irregularidades identificadas em relatórios técnicos e administrativos da Comissão Especial e de agências reguladoras.

O processo que levou à intervenção começou em 2025, quando uma solicitação foi feita para a intervenção imediata no consórcio. No dia 17 de dezembro do mesmo ano, o juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, determinou que a prefeitura deveria implementar a intervenção em um prazo de 30 dias. A prefeitura contestou a decisão, argumentando que era necessário realizar uma apuração prévia antes da intervenção.

Após a concordância do magistrado com essa solicitação, em 6 de março de 2026, a prefeitura formou um grupo de trabalho para avaliar a situação do Consórcio Guaicurus. Três meses depois, em 8 de junho de 2026, a comissão recomendou a intervenção, que foi formalizada pela prefeita Adriane Lopes oito dias após a recomendação, resultando no afastamento da diretoria do consórcio e na nomeação de uma junta interventora vinculada ao município para a operação direta do serviço e apuração das irregularidades identificadas pela comissão de trabalho.

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