Na manhã de quinta-feira (11), uma menina de apenas três anos foi atacada por dois cães da raça pit bull no Jardim Anache, em Campo Grande. O incidente gerou preocupação na comunidade, especialmente após a criança ter sofrido mordidas em diversas partes do corpo, incluindo costas, pescoço, barriga e perna. Vizinhos que testemunharam a cena correram em direção ao local para tentar conter os animais.
O adestrador Paulo Rodrigues, em entrevista ao Jornal Midiamax, compartilhou orientações sobre como proceder em tais situações. Ele ressalta que, ao se deparar com um cão solto, a melhor estratégia é manter a calma, evitar movimentos bruscos e observar o comportamento do animal. "O ideal é diminuir os movimentos, parar e manter distância", explica Rodrigues.
No caso de um ataque, Rodrigues afirma que tentar agredir o cão não é eficaz e pode aumentar sua agressividade. Ele recomenda que, se o cão não estiver usando coleira, a melhor abordagem é usar um cinto ou corda para laçar o animal pelo pescoço. "Fazer pressão no pescoço pode levar o cão ao desmaio, o que proporciona um tempo para que a vítima consiga escapar e, posteriormente, amarrar o animal", detalha o especialista.
O adestrador ainda explica que o pescoço é uma área sensível para os cães, e que correções comportamentais costumam ser ensinadas por meio de estímulos nessa região. Rodrigues alerta sobre a necessidade de cuidados com animais domésticos, como manter portões fechados, mesmo que o cão pareça dócil. Ele destaca que, em situações inesperadas, um animal pode reagir de forma imprevisível, especialmente se escapulir de casa.
Outra informação importante trazida por Rodrigues é que os pit bulls têm uma predisposição genética que pode levar a comportamentos agressivos. "Esses cães foram criados para rinhas, e a falta de socialização pode intensificar a agressividade, especialmente em relação a estranhos", explica. O adestrador enfatiza a importância de socializar os animais desde filhotes para minimizar riscos de ataques futuros.
O caso ocorrido no Jardim Anache levanta questões sobre a responsabilidade dos tutores em garantir a segurança de suas propriedades e a interação dos cães com o ambiente externo. Medidas preventivas são essenciais para evitar que incidentes como esse se repitam na comunidade.