O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo, expressou sua defesa da deputada federal Júlia Zanatta, do PL de Santa Catarina, como uma potencial vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, para as próximas eleições. Em uma postagem realizada no X, nesta quarta-feira (10), Eduardo destacou que a parlamentar possui características adequadas para o cargo, ressaltando sua lealdade e as pautas que defende no Congresso, além da reação da esquerda a sua candidatura.
Júlia Zanatta respondeu à declaração de Eduardo afirmando que "o negócio tá tomando corpo", além de republicar a postagem em seu perfil. A candidatura da deputada foi proposta por apoiadores bolsonaristas após Flávio anunciar, em evento voltado ao público feminino em São Paulo no dia 8, que sua vice deverá ser uma mulher.
A escolha de uma mulher para a vaga já havia sido mencionada anteriormente pelo pré-candidato à Presidência. A Coluna do Estadão indicou que a senadora Tereza Cristina, do PP de Mato Grosso do Sul, era uma das mais cotadas para a posição. Embora tenha se mostrado honrada pela consideração, Tereza afirmou que a função não se encaixa em seus planos atuais.
Outro nome que surgiu nas discussões foi o da deputada Clarissa Tércio, do PP de Pernambuco, que está em seu primeiro mandato e se definiu como uma “grande defensora” do ex-presidente Jair Bolsonaro. Além disso, Flávio se reuniu com a deputada Simone Marchetto, do PP de São Paulo, que é ligada ao Frei Gilson e é considerada uma importante representante da Igreja Católica no Congresso.
A vereadora de Fortaleza Priscila Costa, do PL do Ceará, também foi citada como uma possível escolha para a vice, sendo vista como uma conexão entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada no mesmo dia revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, ganhou vantagem sobre Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno para a eleição presidencial. O levantamento indicou que Lula subiu de 42% para 44%, enquanto Flávio caiu de 41% para 38%. Essa mudança representa uma liderança de seis pontos porcentuais para o petista, que anteriormente estava em empate técnico com o senador.