Dólar encerra dia em leve queda após dados de inflação nos EUA

O dólar apresentou leve queda nesta quarta-feira, 10, após um dia de forte volatilidade, influenciado por dados do núcleo do CPI dos EUA que ficaram [...]
Dólar. — Foto: Dólar. (Foto: Reprodução/Freepik)

O dólar encerrou a quarta-feira, 10, com leve queda, após momentos de alta e um cenário de volatilidade pela manhã. O real, que havia enfrentado uma das piores desempenhos entre moedas emergentes na semana anterior, começou a mostrar sinais de recuperação. A alta menor do que a esperada no núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos contribuiu para reduzir a pressão sobre os juros americanos, suavizando a tensão no mercado cambial.

Durante a manhã, a moeda americana alcançou uma máxima de R$ 5,1976, com uma alta de 0,39%, e uma mínima de R$ 5,1596, com queda de 0,35%. Ao final do dia, o dólar fechou cotado a R$ 5,1726, apresentando uma redução de 0,09%. Na semana, a divisa acumula alta de 0,30%, enquanto no mês a elevação é de 2,57%. No entanto, em 2026, o dólar já registra uma queda de 5,76%.

Por volta das 17h15, o contrato futuro para julho do dólar registrava queda de 0,10%, em contraste com uma leve alta de 0,13% do índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a seis moedas fortes. A situação no Oriente Médio, marcada por ameaças do presidente Donald Trump ao Irã, influenciou a alta da moeda americana no início do dia, uma vez que Trump anunciou possíveis novos ataques após bombardeios contra alvos iranianos.

O operador de câmbio José Carreira, da Fair Corretora, apontou que a alta do dólar era esperada devido aos ataques dos EUA ao Irã e ao fechamento do estreito de Ormuz. Ele destacou que um aumento nos preços do petróleo poderia resultar em inflação global, afetando também o Brasil. Contudo, a divulgação de que o núcleo do CPI nos EUA ficou abaixo das expectativas favoreceu uma leve valorização do real.

Jaqueline Neo, especialista em câmbio e crédito da be.smart, considerou que a inflação americana é um indicador crucial para o mercado. Embora haja especulações sobre ações efetivas do governo dos Estados Unidos, Neo expressou ceticismo quanto à possibilidade de que as declarações de Trump se concretizem.

Além disso, o Banco Central informou que o fluxo cambial em junho até o dia 5 foi positivo em US$ 2,588 bilhões, elevando o saldo acumulado em 2026 para US$ 16,6 bilhões. O economista Sérgio Goldenstein, da Eytse Estratégia, lembrou que a desvalorização do real na semana anterior, com uma queda de 2,6%, fez com que a moeda brasileira apresentasse desempenho inferior ao de outras divisas emergentes.

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