Apesar da discussão, a ideia não avançou, principalmente porque o governante foi substituído logo em seguida. No entanto, a proposta de mudança, que mais tarde se relacionaria ao separatismo, continuou a ganhar força ao longo dos anos. Inicialmente, Corumbá foi a cidade sugerida para se tornar a nova sede da capital.
Com a transição para o regime republicano, outras cidades como Aquidauana e Campo Grande começaram a ser consideradas. Ao longo do tempo, especialmente a partir de 1930, Campo Grande se destacou como forte concorrente para assumir o título de capital do estado, em grande parte devido à consolidação do transporte ferroviário.
A discussão sobre a mudança da capital reflete um período de transformações políticas e sociais significativas em Mato Grosso, que moldaram a identidade e a estrutura do estado. Eventos históricos, como a proposta de Souza Bandeira, são marcos que ajudam a compreender a dinâmica local e as aspirações regionais que se manifestaram ao longo do tempo.
Além disso, a mudança de capital é um tema que ressoa na cultura e na literatura da região. O jornalista Sergio Cruz, por exemplo, explora a intersecção entre história e ficção em seu ROMANCE, onde narra a saga de um repórter do Rio de Janeiro em busca de um garimpeiro fugitivo em 1937, com desdobramentos que se estendem até 1993. Esse tipo de narrativa ilustra como os eventos históricos influenciam a produção cultural e a memória coletiva de um povo.
A história da capital de Mato Grosso é, portanto, não apenas uma questão administrativa, mas um reflexo das aspirações e desafios enfrentados pela população ao longo dos anos, evidenciando a importância da memória histórica na formação da identidade regional.