As negociações para um possível cessar-fogo entre Israel e o grupo Hezbollah avançam, com promessas de que a implementação pode ser concretizada em até 24 horas após a aprovação do acordo, conforme anunciou Joseph Aoun, Presidente do Líbano. Durante uma declaração à emissora libanesa MTV, Aoun destacou que ainda há necessidade de respostas e garantias sobre a execução dos termos discutidos entre as partes.
O presidente relatar que as conversas enfrentaram diversos obstáculos nos últimos dias. Ele se referiu às dificuldades das negociações e afirmou que as discussões foram especialmente desafiadoras. Ele revelou que Simon Karam, chefe da delegação libanesa, chegou a interromper os diálogos, situação que se alterou somente após a intervenção de Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA.
Diante do sinal positivo de Beirute em relação a um possível acordo, o Irã apresenta um posicionamento mais cauteloso. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, ressaltou a falta de progresso concreto nas negociações. Contudo, ele confirmou que continua a haver comunicação com os EUA sobre a urgentíssima necessidade de cessar os ataques israelenses direcionados a Beirute.
Araghchi apontou que a retomada do diálogo depende da proteção dos direitos do povo iraniano e da desescalada das tensões na região. Ele também advertiu que, caso os ataques continuem, as Forças Armadas iranianas se mostrariam prontas para “retomar a guerra e atingir alvos dentro de Israel''.
Em solidariedade ao Hezbollah, Esmail Qaani, comandante da Força Quds, parte da Guarda Revolucionária Islâmica, expressou que apoiar a resistência libanesa é uma obrigação. Qaani afirmou que a condição mínima para a resistência seria a retirada de Israel para as posições que ocupava antes do início da guerra, que dura há 40 dias, acrescentando que os combatentes libaneses em breve colherão os frutos de seus esforços.