Nesta quarta-feira, 3 de maio, Israel e Líbano informaram que chegaram a um acordo para implementar um novo cessar-fogo. A decisão foi tomada após negociações realizadas em Washington, que visam pôr fim a um conflito que se intensificou paralelamente à guerra no Irã.
O cessar-fogo exige a interrupção total dos ataques provenientes da milícia Hezbollah, que possui laços com o Irã, e a retirada de suas forças do Setor Sul do Litani. Um comunicado conjunto, que contou com a participação dos Estados Unidos, detalhou os termos do acordo.
De acordo com o anúncio, as partes concordaram em avançar na criação de zonas-piloto onde as Forças Armadas Libanesas terão o controle exclusivo, excluindo a presença de quaisquer atores não estatais, como o Hezbollah. Esse movimento busca restaurar a segurança na região e facilitar a atuação do exército libanês.
Anteriormente, Israel e Líbano já tinham firmado um cessar-fogo em abril, que foi prorrogado em maio, porém a troca de ataques continuou. A situação começou a mudar com um acordo mediado pelos EUA, que foi anunciado na última segunda-feira, resultando na decisão de Israel de não atacar os subúrbios ao sul de Beirute, que estão sob o controle do Hezbollah. Em contrapartida, o grupo apoiado pelo Irã também interrompeu ataques transfronteiriços.
As duas nações estão programadas para se reunir novamente durante a semana de 22 de junho, com o intuito de discutir questões políticas e de segurança, com a meta de chegar a um acordo mais abrangente. O progresso nas negociações é visto como um passo importante para a estabilidade na região, que tem enfrentado tensões por um longo período.