Flávio Bolsonaro propõe base governamental para mudanças na Constituição e redução

O pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, defendeu a formação de uma maioria no Congresso Nacional para aprovar alterações constitucionais e criticou o atual [...]
Flávio Bolsonaro — Foto: Flávio Bolsonaro (Pietra Dorneles, arquivo Jornal Midia

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL-RJ, manifestou sua intenção de criar uma base de apoio no Congresso Nacional que possibilite a aprovação de mudanças na Constituição. A declaração foi feita durante o evento Eloos Itatiaia, realizado em Belo Horizonte, no dia 1º de outubro. Flávio enfatizou a necessidade de um quórum que garanta que as instituições atuem dentro de seus limites e propôs uma redução significativa no número de ministérios e cargos da estrutura federal.

Durante sua fala, Flávio destacou que uma maioria parlamentar favorável ao governo de direita poderia evitar “decisões monocráticas” que, segundo ele, têm prejudicado projetos de infraestrutura, como a Ferrogrão. Ele também abordou a demarcação de terras indígenas e as questões de preservação ambiental, alertando que a insegurança jurídica tem impactado negativamente esses temas. "Com um Congresso majoritariamente de centro-direita, alinhado com um presidente da República de centro-direita, nós vamos conseguir dar essa previsibilidade”, afirmou.

O senador também mencionou a percepção de investidores internacionais que veem o Brasil como um potencial líder na segurança alimentar global, mas que hesitam em investir devido à corrupção e à imprevisibilidade jurídica. Flávio ressaltou que é inviável elaborar um plano de negócios de longo prazo, como de 10 ou 20 anos, em um ambiente onde as legislações mudam frequentemente e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) podem interferir no planejamento tributário.

As críticas de Flávio à atuação do STF refletem uma posição comum entre os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que frequentemente questionam as decisões da Corte. O senador também criticou a administração do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que o agronegócio, apesar de enfrentar dificuldades financeiras, ainda demonstra resiliência. Ele atribuiu a situação à má gestão dos recursos públicos, sugerindo que uma reforma na arrecadação e uma redução da burocracia poderiam gerar receitas significativas.

Flávio propôs que os recursos obtidos com uma gestão mais eficiente poderiam ultrapassar centenas de bilhões de reais e serem direcionados para abater dívidas, financiar infraestrutura e promover ações sociais. Entretanto, ele ressaltou que essa redução de gastos não deve afetar as populações mais vulneráveis, defendendo que o orçamento deve ser ampliado, em vez de simplesmente redistribuído entre segmentos da sociedade.

Além disso, o senador sugeriu que ativos da União, avaliados em mais de R$ 1 trilhão, poderiam ser utilizados para gerar caixa e diminuir a carga tributária. Ele observou que os imóveis federais, que custam anualmente mais de R$ 300 milhões em despesas, poderiam ser administrados de forma mais eficiente por meio de um fundo que os reunisse e securitizasse.

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