Digitalização resgata a história da dança sul-mato-grossense através de fitas VHS

Maria Fernanda Figueiró, neta de Sarah Abussafi Figueiró, coordena projeto que digitaliza mais de 33 horas de fitas VHS, preservando a memória cultural da dança [...]
Foto: Sarah Abussafi Figueiró nasceu em Campo Grande e construiu uma trajetória

A memória de Sarah Abussafi Figueiró, uma das fundadoras do Hospital de Câncer Alfredo Abraão e figura emblemática na dança sul-mato-grossense, está sendo revitalizada por meio da digitalização de seu acervo. A iniciativa está a cargo de sua neta, Maria Fernanda Figueiró, que liderou o processo de conversão de mais de 33 horas de gravações em fitas VHS, além de documentos e registros administrativos que são cruciais para a preservação do legado da artista.

O projeto, intitulado Acervo da Dança Sul-Mato-Grossense, foi aprovado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e tem como objetivo garantir o acesso a um acervo que é parte fundamental da história da dança no estado. Este material foi doado por Sarah ao Museu da Imagem e do Som (MIS) em 2002 e inclui documentos da Associação Sul-Mato-Grossense dos Profissionais da Dança (ASMPD), que ela presidiu e que desempenhou um papel fundamental na organização da dança em MS.

A digitalização não se limita a preservar arquivos, mas também busca assegurar que as próximas gerações possam acessar a rica trajetória de artistas, professores, coreógrafos e produtores que dedicaram suas vidas à dança. O projeto envolve a digitalização de documentos históricos e registros administrativos, além do significativo conteúdo audiovisual.

A curiosidade de Maria Fernanda levou-a a visitar o MIS, onde teve contato com o material preservado. A pesquisa inicial se transformou em um compromisso em honrar e continuar o legado deixado por sua avó, que teve uma vida inteira dedicada à cultura e à arte.

Natural de Campo Grande e filha de imigrantes libaneses, Sarah Abussafi Figueiró foi uma professora de artes que se destacou como a primeira presidente da ASMPD. Ela liderou iniciativas culturais e foi a responsável pelas 13 primeiras edições do Festival Sul-Mato-Grossense de Dança, que ocorreram entre 1985 e 1998.

Durante o processo de digitalização, Maria Fernanda encontrou não apenas documentos importantes, muitos deles catalogados manualmente em uma época anterior ao uso de computadores, mas também a confirmação do legado vibrante que sua avó deixou. Essa iniciativa não só preserva a memória, mas também a transforma, garantindo que a paixão pela dança e pela cultura continue a ser transmitida às futuras gerações.

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