Menina de 12 anos é vítima de estupro no trajeto escolar em MS

Na manhã desta sexta-feira, uma adolescente de 12 anos foi estuprada enquanto se dirigia à escola em uma aldeia no interior de Mato Grosso do [...]
O suspeito foi preso em flagrante. (Foto: Fala Povo, Midiamax)

Na manhã de sexta-feira (29), uma adolescente de 12 anos sofreu um estupro enquanto caminhava para a escola em uma aldeia localizada no interior de Mato Grosso do Sul. Ao retornar para casa, a menina chegou chorando e com as roupas rasgadas, o que levou seu pai a procurar ajuda.

De acordo com o boletim de ocorrência, por volta das 7h, o diretor da escola acionou a Polícia Militar, relatando que uma aluna havia sido vítima de abuso sexual em seu caminho para a instituição. Ao chegarem no local, os policiais descobriram que a menor já havia recebido atendimento médico, prestado pela Sesai (Secretaria de Saúde Indígena).

O diretor da escola informou aos policiais que o suspeito, um homem de 30 anos, já havia tentado abusar de outras crianças. Ele forneceu características do agressor, o que ajudou nas buscas. Durante as diligências, os militares encontraram o pai da vítima, que também estava em busca do homem e relatou que sua filha havia sido derrubada pelo suspeito, conseguindo escapar ao mordê-lo no rosto.

Os policiais avistaram um homem que se encaixava na descrição e portava um facão. Ao perceber a presença da polícia, ele desobedeceu a ordem de parada e tentou fugir pela mata. Durante a abordagem, avançou de forma agressiva em direção aos policiais, colocando em risco a integridade física da equipe, o que levou os militares a utilizarem um dispositivo de choque para contê-lo.

O homem foi apreendido, e o facão que portava foi confiscado. Após a contenção, ele foi encaminhado para avaliação médica, tanto para tratamento de lesões causadas pelo dispositivo de choque quanto para registrar a mordida que recebeu no rosto. O indivíduo foi conduzido, junto ao pai da vítima e ao facão apreendido, à Delegacia de Polícia Civil para as devidas providências.

O Jornal Midiamax e outros veículos de comunicação seguem as diretrizes estabelecidas pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que proíbe a divulgação de informações que identifiquem crianças e adolescentes vítimas de violência, conforme estipulado no Art. 18. Essa restrição é essencial para preservar a identidade da criança, em concordância com o direito à imagem garantido pelo Art. 17 do ECA.

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