EUA reafirmam apoio ao governo libanês e criticam Hezbollah

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou apoio ao Líbano diante das ameaças do Hezbollah, que rejeita desarmamento e pressiona o governo a [...]
Ataque no Líbano — Foto: Ataque no Líbano (Reprodução/Redes sociais)

O ambiente político no Líbano tem se tornado cada vez mais tenso, especialmente após as recentes declarações de líderes do Hezbollah. Neste domingo, Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, manifestou apoio ao governo libanês, ressaltando que as ameaças do grupo xiita em derrubar a administração local "não terão sucesso". A declaração foi publicada no X e confirmada em um comunicado do Departamento de Estado, ressaltando o comprometimento dos EUA com a estabilidade na região.

As tensões se intensificaram após Naim Qasem, líder do Hezbollah, ter rejeitado publicamente a ideia de desarmamento da organização. Qasem argumentou que a entrega das armas significaria a destruição do grupo, enfatizando que "o desarmamento é aniquilação, e não podemos aceitá-lo". Ele também pressionou o governo libanês a interromper as negociações em andamento com Israel, buscando uma maior autonomia do Hezbollah nas decisões políticas do país.

Rubio acusou o Hezbollah de desrespeitar as autoridades libanesas ao ignorar pedidos para cessar ataques e respeitar o cessar-fogo. O secretário de Estado também destacou que o grupo continua a bombardear posições israelenses, além de movimentar combatentes e armamentos para o sul do Líbano. Tais ações têm gerado preocupações sobre a segurança e a soberania do Líbano, além de complicar as já difíceis relações com Israel.

As declarações de Qasem e Rubio ocorrem em um contexto de escalada das tensões regionais, envolvendo não apenas o Líbano, mas também o Irã e Israel. O presidente dos EUA, Donald Trump, reconheceu que as negociações com Teerã estão progredindo, embora ainda haja detalhes a serem finalizados. Essa dinâmica pode ter um impacto significativo nas relações entre os países envolvidos, especialmente considerando a nova rodada de diálogos entre Líbano e Israel programada para junho em Washington.

A situação no Líbano é delicada e está inserida em um cenário mais amplo de confrontos e tensões no Oriente Médio. Com as disputas entre grupos armados e a pressão internacional, o futuro da política libanesa permanece incerto, colocando em xeque a capacidade do governo de manter a estabilidade diante de pressões externas e internas.

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