Médico é detido após morte da esposa por disparo em Campo Grande

A Fisioterapeuta Fabiola Marcotti, de 51 anos, foi encontrada morta com um tiro em Campo Grande. O marido, João Jazbik Neto, de 78 anos, foi [...]
João Jazbik Neto (de roupa clara) após o trabalho da perícia no local onde espos

A Polícia Civil investiga a morte da Fisioterapeuta Fabiola Marcotti, de 51 anos, que foi encontrada com um tiro na manhã desta segunda-feira (18) em um sítio onde residia com seu marido, o médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos. O incidente ocorreu no fim da manhã e a polícia apura se a morte foi um caso de feminicídio. João Jazbik foi detido por porte ilegal de armas, após a perícia encontrar seis armas longas e munições no local.

A delegada Analu Lacerda Ferraz informou que a prisão do médico se deu em razão da posse de armas sem registro, encontradas na chácara localizada na Chácara dos Poderes, em Campo Grande. O trabalho da perícia se estendeu até por volta das 15h30, com a retirada dos armamentos da propriedade.

O advogado de João, José Belga Trad, foi acionado por um filho do médico que reside no interior de São Paulo. Trad relatou que o filho, Dr. João, não conseguia contato com o pai e, por isso, pediu sua ajuda. O advogado afirmou que seu cliente nega ter atirado em Fabiola e pediu que a apuração dos fatos seja realizada com cautela, garantindo o direito ao benefício da dúvida.

Além da investigação pela morte de Fabiola, o médico já havia sido mencionado em uma operação relacionada a investigações sobre tratamentos cardíacos realizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) na Santa Casa de Campo Grande. Embora a direção do hospital não tenha confirmado nomes, um funcionário demitido havia indicado que João Jazbik estava entre os suspeitos.

Em 2013, João também foi citado em uma matéria da Folha de S. Paulo, onde se apresentou como proprietário de cinco fazendas no Pantanal e cerca de 10 mil cabeças de gado. Na entrevista, ele criticou a discussão sobre o desarmamento no Brasil e expressou seu temor de ser preso caso um projeto que proíbe armas fosse aprovado. Na ocasião, afirmou ser membro de um clube de tiro em Campo Grande e possuir uma coleção de 20 armas.

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