A Polícia Civil do Mato Grosso finalizou as investigações referentes ao assassinato dos campo-grandenses Wagner Felipe Rocha Viana, de 20 anos, Wilquison Eduardo Rocha Viana, de 23 anos, e Breno Gabriel Soares Cabral, de 21 anos. Seis pessoas foram indiciadas pelo envolvimento no triplo homicídio, incluindo quatro menores de idade. Os jovens estavam em Campo Novo do Parecis a trabalho, participando da montagem de estandes para uma feira agropecuária.
Os três rapazes desapareceram na madrugada do dia 4 de abril, deixando todos os seus pertences no alojamento. As investigações posteriores revelaram que eles foram sequestrados e executados por membros de uma facção criminosa. Os corpos das vítimas foram ocultados em uma área de mata e encontrados três dias após o desaparecimento, durante as buscas realizadas pela polícia.
Atualmente, dois dos suspeitos estão detidos, enquanto um menor foi apreendido. Outros três indivíduos permanecem foragidos, com a prisão preventiva já solicitada. O Ministério Público denunciou três deles pelos crimes de sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, corrupção de menores e participação em organização criminosa ultraviolenta.
O delegado Guilherme Kaiper Cruz Faria informou que os indiciados pertenciam a uma organização criminosa com atuação em Mato Grosso do Sul. Ele explicou que, ao serem identificados como integrantes de uma facção, um grupo rival teria ordenado suas execuções.
Rubinéia Rocha dos Santos, mãe de Wagner e Wilquison, contestou a associação dos filhos com atividades ilícitas. Ela afirmou que seus filhos eram trabalhadores e que não tinham envolvimento com drogas ou facções. "Wagner era um garoto maravilhoso, trabalhador, não tinha envolvimento com drogas e bebidas, não tinha envolvimento nenhum com facção", declarou.
Ela ainda expressou sua incredulidade diante da tragédia, ressaltando que os filhos não saíram de casa para cometer crimes, mas sim para trabalhar. A mãe de Breno, Elaine Cristina Soares Jaquinta, também defendeu o filho, afirmando que ele estava apenas no local errado com as pessoas erradas. "Ele é um ser humano extraordinário, que não desistiu da vida", lamentou Elaine, destacando a recente perda do avô e o carinho que Breno tinha pela avó e pela irmã.