O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), manifestou sua posição a favor de uma reforma nas regras trabalhistas brasileiras, criticando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que, segundo ele, é venerada pela esquerda. Durante um painel do 8º Latin America Private Tech Trailblazers Summit, promovido pelo Bank of America (Bofa) em Nova York, no dia 14, Zema enfatizou a necessidade de discutir a flexibilização das normas de trabalho.
"Quem trabalha hoje precisa engolir a CLT", afirmou Zema, ao propor que sejam oferecidas alternativas para que os trabalhadores possam optar por jornadas de trabalho por hora. Ele reconheceu que a mudança na CLT representa um "trabalho difícil", mencionando a reforma trabalhista implementada no governo Temer, que, segundo ele, foi quase totalmente revertida.
Zema destacou que a proposta do partido Novo visa criar uma opção para que os brasileiros tenham a liberdade de trabalhar em horários flexíveis. Em sua fala, o ex-governador também aproveitou para criticar adversários políticos, afirmando ser o único candidato sem compromissos que possam comprometer sua candidatura. "Sou o único candidato que não tenho rabo preso. Já investigaram até ex-namorada, ex-funcionária e não acharam nada", declarou.
Ao comentar sobre sua experiência em comparação com outros pré-candidatos, Zema se posicionou como o único com um histórico de atuação no setor privado. Ele mencionou o pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, destacando que, embora tenha experiência como governador, não possui vivência no setor privado. "Os outros só foram recebedores de impostos", afirmou Zema, enfatizando sua trajetória como pagador de impostos.
O painel em Nova York é parte da Brazil Week, evento que reúne líderes e influenciadores para discutir o futuro do Brasil e oportunidades de negócios na América Latina, refletindo a importância do debate sobre as reformas necessárias para o crescimento econômico do país.