Temer defende Ciro Nogueira e aguarda desdobramentos de investigações da PF

O ex-presidente Michel Temer se pronunciou sobre as investigações envolvendo o senador Ciro Nogueira e o banqueiro Daniel Vorcaro, reafirmando sua confiança no parlamentar do [...]
O ex-presidente Michel Temer (MDB). — Foto: O ex-presidente Michel Temer (MDB).

O ex-presidente da República Michel Temer (MDB) comentou nesta terça-feira, 12, as investigações que envolvem o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o banqueiro Daniel Vorcaro, que foi preso sob suspeitas de fraudes bancárias ligadas ao caso Master. Temer enfatizou a importância de aguardar os resultados das apurações antes de qualquer julgamento sobre a culpabilidade do parlamentar, destacando que possui a "melhor impressão" de Nogueira.

"Existem acusações e a defesa apresentada por ele. Portanto, é fundamental que se inclua a possibilidade de denúncia, se for necessário, e que o caso seja julgado", afirmou Temer. O ex-presidente se mostrou cauteloso em suas afirmações e expressou a expectativa de que, caso haja erro, isso será evidenciado nas investigações.

Ciro Nogueira, em um vídeo publicado nas redes sociais, também se manifestou sobre as acusações. Ele afirmou que a emenda referente ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) não foi publicada conforme recebida e questionou a falta de explicações sobre a não correção de valores do fundo nos últimos 13 anos, ressaltando que isso beneficia apenas os grandes bancos e a concentração bancária no Brasil.

As investigações apontam que Vorcaro teria encomendado uma emenda que Ciro apresentou em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tratava do regime jurídico do Banco Central. A proposta sugeria um aumento no limite de cobertura individual do FGC para R$ 1 milhão, e Vorcaro mencionou em conversas que a emenda saiu conforme sua orientação.

Além disso, Temer, que atuou como consultor jurídico para o Banco Master após o Banco Central ter barrado uma operação com o Banco de Brasília (BRB), revelou que tentou buscar uma solução conciliatória para a situação, mas não obteve sucesso. Durante um evento do grupo Lide em Nova York, ele destacou sua experiência em mediação e conciliação, mas reconheceu que a tentativa não teve êxito.

Em outro tema, Temer abordou o projeto aprovado pelo Congresso que reduz as penas dos condenados pela tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, caracterizando-o como um movimento de "pacificação" nacional. Ele defendeu a manutenção da dosimetria das penas, considerando-a crucial para a harmonia do País.

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