Dois homens, suspeitos de serem responsáveis pela morte do jovem conhecido como ‘Kamikase’ em Paranaíba, podem enfrentar penas que chegam a 40 anos de reclusão. A possibilidade de uma pena tão severa se deve à aplicação da Lei Antifacção, que endureceu as penalidades para crimes associados a facções criminosas no Brasil. O crime ocorreu em abril e a vítima foi alvejada com 13 disparos.
O delegado Gustavo Fernal informou que a nova legislação, sancionada em março, visa a aumentar a rigidez nas penas. O ato criminoso realizado pela dupla, caracterizado pela brutalidade, se enquadra nos padrões típicos de ações de facções. Caso sejam considerados culpados, é esperado que as sentenças superem os dez anos, levando em conta os agravantes envolvidos.
A investigação sobre os suspeitos foi iniciada no dia do crime, conforme destacou o delegado Igor Mendes em coletiva realizada na tarde de quinta-feira (7). Durante as apurações, foi identificado que os envolvidos pertencem a uma facção que, além de atuar em Paranaíba, também cometeu delitos em outras cidades, como Aparecida do Taboado e Três Lagoas.
Os suspeitos foram detidos durante uma operação chamada Suppressio. Ambos possuem um histórico criminal extenso, incluindo homicídios e tráfico de drogas. A equipe policial conseguiu rastrear as atividades dos suspeitos, que também atuavam em Rondonópolis, em Mato Grosso, por meio de um sistema de troca de informações entre os serviços de inteligência dos dois estados.
A facção à qual os detidos pertencem está em um processo de expansão na região de Paranaíba, que faz divisa com outros estados, como Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo. A localização estratégica da cidade favorece as operações criminosas, o que torna a situação ainda mais preocupante para as autoridades locais.