Ossadas encontradas em Aquidauana podem ser de militar desaparecido há 12 anos

A descoberta de ossadas e uma motocicleta em Aquidauana reacende o caso de Aguinaldo de Oliveira da Silva Júnior e Amanda Kristina Galhardo, desaparecidos desde [...]
Foto: Aguinaldo de Oliveira da Silva Júnior. (Reprodução, Processo)

O desaparecimento de Aguinaldo de Oliveira da Silva Júnior e sua namorada, Amanda Kristina Galhardo, ocorrido em 2014, voltou a ser destaque após a recente descoberta de ossadas e de uma motocicleta na região do distrito de Taboco, em Aquidauana, a 136 km de Campo Grande. Aguinaldo, que na época tinha 20 anos, e Amanda, com 16, desapareceram no dia 24 de janeiro durante uma viagem de motocicleta até a Fazenda Iguaçu, onde um tio de Aguinaldo trabalhava.

Naquela sexta-feira, por volta das 15h, Aguinaldo entrou em contato com sua mãe para informar que o pneu da moto havia furado e que eles iriam retornar a Anastácio. Após essa ligação, o casal não foi mais visto e não fez mais contato, levando a uma mobilização para sua busca, que contou com o apoio do Exército Brasileiro.

Nove dias após o desaparecimento, Aguinaldo foi declarado desertor pelo Exército, uma vez que não foi encontrado durante as buscas. O Termo de Deserção foi formalizado e encaminhado ao Ministério Público Militar. Contudo, em setembro de 2025, uma decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) declarou a morte presumida do jovem, conforme solicitação de sua mãe.

A localização das ossadas e da motocicleta ocorreu na terça-feira (21) e foi feita por um proprietário rural. A motocicleta, uma Honda CG 125 Fan, ano 2008, foi confirmada como sendo de Aguinaldo através do número do motor, que se encontrava preservado, e por características específicas do protetor de corrente, similar ao da moto utilizada no dia do desaparecimento.

O delegado Luis Fernando Mesquita ressaltou que a possibilidade de as ossadas encontradas pertencerem a Aguinaldo e Amanda é bastante alta. A Polícia Civil agora aguarda os resultados de exames periciais e de DNA para confirmar a identidade das ossadas.

O caso, que se arrasta por mais de uma década, levanta questões sobre os desdobramentos legais e emocionais para a família, que ainda busca respostas sobre o que aconteceu com os jovens na fatídica viagem de 2014.

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