TJMS mantém prisão de grupo investigado por sequestro e homicídio de informante

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu pela manutenção da prisão dos indivíduos envolvidos no sequestro e assassinato de Aldevan Pontes, de [...]
Itens apreendidos na primeira fase da operação, em dezembro de 2025. — Foto: Ite

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) decidiu hoje que não será revogada a prisão dos acusados de sequestrar e assassinar Aldevan Pontes de Jesus, de 32 anos, identificado como suposto informante da polícia. Essa decisão ocorreu após a análise do pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do grupo, que buscava a liberdade provisória ou a substituição por medidas alternativas. Contudo, a 3ª Câmara Criminal do TJMS determinou que os riscos à ordem pública e à efetividade da justiça justificam a manutenção da prisão preventiva dos envolvidos.

As investigações fazem parte da Operação Trilha de Hermes, deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron). A operação teve início em dezembro de 2025, quando ações em Itaquiraí, Naviraí e Porto Velho (RO) resultaram na apreensão de armas, veículos e outros itens relacionados ao crime. A primeira fase da operação culminou com a prisão de cinco suspeitos, e a segunda fase foi realizada em março deste ano, envolvendo novos mandados de busca e prisão.

Conforme os dados levantados durante as investigações, Aldevan foi alvo do grupo criminoso pelo fato de ser considerado um colaborador da polícia e, por esse motivo, foi sequestrado. O equipamento de monitoramento que ele usava, uma tornozeleira eletrônica, perdeu sinal na zona rural de Itaquiraí, e o corpo da vítima ainda não foi encontrado. A situação levou as autoridades a aprofundarem as apurações sobre a organização criminosa, que demonstrou ter uma estrutura hierárquica e divisão clara de funções.

A Operação Trilha de Hermes, ao longo de suas fases, revelou a natureza armada do grupo, o que intensificou a preocupação das autoridades em relação à segurança pública. Durante as buscas em março, uma mulher de 42 anos foi presa em flagrante, portando uma pistola calibre .380 e munições de diversos calibres, e declarou que mantinha a arma para sua segurança pessoal. Além disso, outros objetos e várias unidades de celulares foram apreendidos, sugerindo um vínculo direto com as atividades ilícitas do grupo.

As autoridades permanecem firmes em sua operação, refletindo a importância da investigação para desmantelar essa organização criminosa e evitar novas ocorrências de violência. O desenrolar do caso segue sob análise do Judiciário, à medida que novas informações possam surgir nas próximas etapas das investigações.

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