A Operação Luxury, deflagrada em 15 de outubro, desarticulou uma organização criminosa que movimentava quase 6 toneladas de maconha entre os estados de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. O grupo atuava com uma estrutura logísticacom divisão de funções, utilizando rotas alternativas e internet via satélite para evitar a fiscalização nas estradas principais.
Conforme relatado pelo delegado Dalton Marinho Vieira Junior, da Polícia Federal, a droga tinha origem principalmente em MS e seguia para MG por um caminho conhecido como "rota caipira". Os criminosos garantiam a segurança do deslocamento, evitando barreiras policiais e utilizando veículos clonados ou registrados em nome de terceiros.
O esquema incluía comboios com um veículo central e batedores para monitorar a rota e alertar sobre operações policiais. Para evitar paradas em postos de combustíveis, os criminosos transportavam galões de combustível, permitindo longas distâncias sem interrupções.
As investigações tiveram início em 2025, após a apreensão de mais de uma tonelada de maconha em Frutal (MG). O aprofundamento das apurações levou à descoberta de um núcleo logístico que contava até com a ajuda de Miss Uberlândia, Sara Monteiro, cuja vida de luxo despertou suspeitas.
A operação envolveu cerca de 160 policiais e resultou na emissão de 27 mandados de prisão e 42 mandados de busca e apreensão em cidades como Uberlândia, Campo Grande, Dourados e Ribas do Rio Pardo. Até o momento, foram apreendidas 5,9 toneladas de drogas, com 95% dos suspeitos já localizados, enquanto três permanecem foragidos.
A atuação do grupo era caracterizada por manobras logísticas complexas, onde uma viagem que normalmente levaria dez ou doze horas poderia se estender por até 15 dias, utilizando estradas vicinais e realizando paradas em propriedades rurais para facilitar o transporte da carga.