A Justiça estabeleceu um prazo para que o MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), o Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) e a CGP-MS (Coordenadoria-Geral de Perícias de MS) encaminhem laudos e documentos relacionados ao assassinato do fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos.
O crime ocorreu em 24 de março de 2026, quando o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, disparou contra Mazzini, que estava no imóvel que havia comprado em um leilão da Caixa Econômica Federal. Bernal está detido desde a data do homicídio e, recentemente, a 19ª Promotoria de Justiça formalizou a denúncia contra ele por homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo.
Em despacho do juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, ficou determinado que o MP deve apresentar documentos para esclarecer as circunstâncias da residência onde o crime ocorreu. O magistrado também requisitou ao Cartório do 2º Ofício de Campo Grande que envie cópia da escritura do imóvel em até cinco dias.
O ICHM (Instituto de Criminalística Hercílio Macellaro) e o Imol devem apresentar laudos pendentes no mesmo prazo. Além disso, o advogado Tiago Martinho deve apresentar a procuração da família de Mazzini para atuar como assistente de acusação no processo.
Os promotores Lívia Carla Guadanhim Bariani e José Arturo Bobadilla Garcia, na denúncia, enfatizaram que Mazzini, de 60 anos, foi ao local para tomar posse do imóvel, acompanhado de um chaveiro, quando foi atingido por dois tiros que causaram sua morte. O Corpo de Bombeiros, acionado às 14h, tentou reanimá-lo por 25 minutos, mas não teve sucesso.
Após o ocorrido, Bernal se entregou na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário. O chaveiro que testemunhou o crime foi levado ao Centro Integrado de Polícia Especializada.