O líder do regime cubano, Miguel Díaz-Canel, declarou que não tem a intenção de deixar seu posto, mesmo com a crescente pressão dos Estados Unidos por transformações políticas Em Cuba. A afirmação foi feita durante uma entrevista à emissora americana NBC nesta quinta-feira (9).
Díaz-Canel destacou que a ideia de renunciar não está presente em seu vocabulário, respondendo diretamente a questionamentos sobre a possibilidade de abandonar a liderança em busca de soluções para a crise na ilha. Essa foi a primeira vez que ele concedeu uma entrevista a uma rede de televisão dos EUA.
Na conversa, o ditador cubano enfatizou que sua liderança não é influenciada por fatores externos e que o governo cubano não aceita interferência dos Estados Unidos. Para ele, Cuba é um “Estado livre e soberano”, que mantém sua autodeterminação e independência.
Esse pronunciamento ocorre em um contexto de aumento da pressão política e econômica dos EUA sobre Havana. O governo do presidente Donald Trump impediu recentemente o envio de petróleo da Venezuela para Cuba, intensificando a crise energética no país.
Além disso, Trump classificou Cuba como uma “nação falida” e indicou que a ilha poderia ser o próximo foco da política externa americana após o conflito envolvendo o Irã. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também SE manifestou, afirmando que o sistema econômico cubano está “falido” e sugerindo a possibilidade de mudança de governo.
Diante desse cenário, Cuba busca apoio internacional. O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, esteve em Havana nesta quinta-feira e anunciou um novo envio de petróleo russo à ilha, visando mitigar os impactos das sanções e restrições impostas pelos EUA. Recentemente, outros petroleiros russos chegaram a Cuba com aparente autorização americana.