Ministro paquistanês critica Israel em meio a negociações entre EUA e Irã

Khawaja Muhammad Asif, ministro da Defesa do Paquistão, chamou Israel de "maligno" enquanto mediam conflito entre EUA e Irã e destacam genocídio no Líbano. [...]
Foto: Busca Gazeta do Povo

O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Muhammad Asif, criticou Israel ao descrevê-lo como "maligno" e "uma maldição para a humanidade" em uma publicação na rede social X. A declaração foi feita nesta quinta-feira, durante o processo de mediação nas negociações de cessar-fogo entre os Estados Unidos e Irã.

Asif ressaltou que, enquanto as tratativas de paz ocorrem em Islamabad, "um genocídio está sendo cometido no Líbano" e informou que "civis inocentes estão sendo mortos por Israel". Ele apontou que a violência SE espalhou primeiro por Gaza, depois pelo Irã e agora atinge o Líbano. Em uma parte da mensagem, ele expressou a esperança de que "as pessoas que criaram esse Estado canceroso em terras palestinas queimem no inferno".

A declaração gerou uma rápida reação do governo israelense. Em nota do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, a fala do ministro paquistanês foi considerada "ultrajante" e um "apelo à aniquilação" de Israel, enfatizando que tal afirmação não pode ser aceita por um governo que SE apresenta como mediador neutro.

O incidente acontece em um contexto de esforços diplomáticos liderados pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e pelo vice-premiê e chanceler Ishaq Dar, que buscam estabelecer um plano em dez pontos para encerrar o conflito no Oriente Médio.

As negociações enfrentam incertezas, pois o regime iraniano indicou que pode SE retirar das conversas caso Israel continue suas operações militares no Líbano. Tanto Israel quanto os EUA afirmaram que a ofensiva contra o Hezbollah no Líbano não faz parte do cessar-fogo temporário anunciado na terça-feira.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, fez um pedido formal ao governo do Paquistão para que o país seja incluído em um possível acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã, visando evitar novos ataques israelenses.

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