O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz na quarta-feira (8), após o aumento da agressão israelense no Líbano, que resultou em várias vítimas. A decisão ocorre logo após a retomada do tráfego de petroleiros na região e é uma resposta à violação da trégua estabelecida na terça-feira (7).
O Exército de Israel lançou 100 bombardeios em Beirute em um intervalo de 10 minutos, alegando ter atingido alvos do Hezbollah. Essa informação foi contestada pelo primeiro-ministro libanês, que denunciou que os ataques atingiram áreas densamente povoadas, resultando na morte de civis, o que é considerado crime de guerra sob o Direito Humanitário Internacional.
A suspensão das agressões contra aliados do Irã, como o Hezbollah, era uma das condições do plano de dez pontos apresentado por Teerã para o cessar-fogo. O primeiro-ministro do Paquistão, mediador das negociações, afirmou que a violação da trégua prejudica o processo de paz e pediu moderação de todas as partes envolvidas.
Shehbaz Sharif, em sua conta na rede social X, ressaltou a importância de preservar o espírito do acordo e pediu o respeito à trégua. A escalada de tensões na região levanta preocupações sobre a estabilidade e a segurança no Oriente Médio.