O dólar encerrou a terça-feira (7) em alta de 0,17%, sendo cotado a R$ 5,1549. Esse movimento SE deu em função do aumento das tensões no Oriente Médio, que impactou as decisões dos investidores. O índice Ibovespa, principal referência da bolsa brasileira, subiu 0,05%, alcançando 188.259 pontos. No acumulado da semana, a moeda norte-americana apresenta uma queda de 0,09%, enquanto no mês e no ano as quedas são de 0,46% e 6,08%, respectivamente.
As provocações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Irã, foram um dos principais fatores que elevaram a valorização do dólar. Trump exigiu a reabertura do Estreito de Ormuz e alertou que “uma civilização inteira morrerá” caso não haja um acordo até às 21h, horário de Brasília. A reação do governo iraniano foi imediata, considerando a declaração uma incitação a crimes de guerra, e mobilizando a população para SE unir em torno de usinas de energia.
Masoud Pezeshkian, presidente do Irã, afirmou que milhões de cidadãos estão dispostos a SE sacrificar pelo país. Embora a incerteza global tenha aumentado, um pedido do Paquistão para postergar o prazo dado por Trump em duas semanas ajudou a reduzir parte do temor, o que contribuiu para que a bolsa brasileira conseguisse reverter suas perdas e fechar em leve alta.
Apesar do clima de conflito, o preço do petróleo recuou, com o barril do tipo Brent caindo 2,66%, finalizando o dia a US$ 106,72. Mesmo assim, os preços do petróleo continuam pressionados pela guerra na região. No Brasil, o aumento do petróleo levou o governo a anunciar uma série de medidas para mitigar os efeitos nos combustíveis.
Entre as ações estão a isenção do PIS e da COFINS para companhias aéreas, além da prorrogação de tarifas de navegação e a abertura de linhas de crédito que podem totalizar R$ 2,5 bilhões por empresa, com operação do BNDES. O plano também inclui subsídio ao diesel de R$ 1,20 por litro, somando-SE aos R$ 0,32 já concedidos, totalizando R$ 1,52 de subvenção, válidos entre abril e maio, com um custo estimado em R$ 4 bilhões.
Em suma, as medidas anunciadas pelo governo para enfrentar as consequências da guerra devem custar cerca de R$ 30,5 bilhões aos cofres públicos, parte desses recursos será oriunda de receitas ligadas ao petróleo.