Nos últimos meses, ao menos dez políticos alteraram seu domicílio eleitoral para concorrer às eleições para a Câmara e o Senado em outros estados. Esse movimento provocou tensões tanto na base do presidente Lula quanto entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. As mudanças geraram disputas internas e resistência de líderes locais a candidatos sem histórico político nas novas regiões.
Três candidatos ao Senado que mudaram de domicílio são aliados de Jair Bolsonaro, que busca fortalecer sua presença na Casa. O deputado federal Hélio Lopes transferiu seu título do Rio de Janeiro para Roraima, causando surpresa no PL local. A legenda expressou a necessidade de uma representação que respeite as dinâmicas políticas e sociais do estado.
Carlos Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também mudaram seus domicílios eletivos. Carlos gerou controvérsias ao se transferir para Santa Catarina, enquanto a mudança de Michelle ocorreu em consenso com seu partido e líderes locais, já que ela possui laços com o Distrito Federal.
Na base de Lula, a ministra Simone Tebet trocou seu domicílio de Mato Grosso do Sul para São Paulo, visando uma candidatura ao Senado. Esse movimento foi incentivado por Lula, que busca um fortalecimento em São Paulo. Cabo Daciolo, que também mudou de estado, se filiou ao Mobilização Nacional e se apresenta como pré-candidato à Presidência, destacando as desigualdades da região Norte.