Mais de 40 países concordaram em avaliar sanções ao Irã, caso o país mantenha o Estreito de Ormuz fechado. A decisão foi tomada após uma reunião virtual convocada pelo Reino Unido, onde os governos participantes destacaram a importância de garantir a liberdade de navegação na via estratégica.
Os países, liderados pela ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper, enfatizaram a necessidade de reabrir o estreito, que o Irã mantém praticamente fechado desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram sua ofensiva contra o país em 28 de fevereiro. O Irã, por sua vez, respondeu com ataques a navios no Golfo Pérsico.
A Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano aprovou um projeto de lei que estabelece pedágios para o Estreito de Ormuz, sem definir valores. A proposta inclui a proibição do trânsito de embarcações americanas e israelenses, com a possibilidade de cobrança de até dois milhões de dólares por embarcação.
Os países aliados discutiram medidas econômicas e políticas coordenadas, como sanções, caso o estreito permaneça fechado. Também foi mencionada a cooperação com a Organização Marítima Internacional (OMI) para libertar navios e marinheiros retidos na região, totalizando cerca de 20.000 marinheiros a bordo de aproximadamente 2.000 navios.