A Rússia está organizando um segundo envio de petróleo a Cuba, após o sucesso do primeiro carregamento que quebrou um bloqueio energético de três meses, com autorização dos Estados Unidos. O ministro de Energia russo, Sergey Tsivilyov, anunciou a informação durante um fórum de energia em Kazan, afirmando que um navio russo já está sendo carregado.
O petroleiro Anatoli Kolodkin, que possui sanções dos EUA e da União Europeia, chegou a Cuba carregado com 100 mil toneladas de petróleo bruto. Este foi o primeiro carregamento a atracar na ilha nos últimos três meses, após o bloqueio imposto pelos EUA em resposta à captura de Nicolás Maduro na Venezuela, em janeiro.
A chancelaria cubana destacou a importância da ajuda russa em meio ao cerco energético imposto pelos EUA. O presidente Donald Trump minimizou a relevância do carregamento, afirmando que a chegada de petróleo não afetaria a situação em Cuba, caracterizada por um regime ruim e corrupção.
Cuba enfrenta uma grave crise energética, necessitando de cerca de 100 mil barris diários para atender à demanda, dos quais apenas 40 mil são provenientes de produção interna. A falta de suprimentos resultou em frequentes apagões e uma paralisação significativa da economia, afetando serviços essenciais como saúde e transporte.