O Departamento de Estado americano requisitou uma investigação sobre o caso de Noelia Castillo, uma jovem de 25 anos que recebeu autorização na Espanha para morrer por eutanásia. O governo de Donald Trump orientou a Embaixada americana em Madrid a coletar informações sobre a gestão do caso pelo Estado espanhol e as decisões que permitiram o suicídio assistido.
Fontes anônimas expressaram preocupação por possíveis falhas no sistema de proteção de pessoas vulneráveis e questionaram a aplicação da lei de eutanásia em casos de sofrimento não terminal ou condições psiquiátricas. Noelia Castillo, que enfrentou paraplegia e dor crônica após um estupro coletivo, optou pela eutanásia após uma longa batalha judicial com familiares que se opuseram ao procedimento.
A decisão foi avalizada pela Comissão de Garantia e Avaliação da Catalunha, que analisa cada solicitação de morte assistida. O presidente da Fundação Advogados Cristãos, José María Fernández, lamentou o desfecho e chamou o caso de um “fracasso do sistema”. Tanto o juiz quanto o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha afirmaram que não foi constatada a “falta de capacidade” da jovem para decidir.
A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, criticou a intromissão do governo Trump, ressaltando que a eutanásia ocorreu de acordo com a lei espanhola. Ela também mencionou as violações de direitos humanos nos EUA, onde milhares de pessoas morrem anualmente sem plano de saúde.