O governo da Argentina anunciou que passará a designar a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã como organização terrorista. A decisão foi divulgada em um comunicado que menciona o atentado à Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) em 1994, que resultou na morte de 85 pessoas, e o ataque à Embaixada de Israel em Buenos Aires em 1992, que deixou 29 mortos.
Em abril de 2024, a Sala II do Tribunal Federal de Cassação Criminal atribuiu ao Irã a responsabilidade pelos atentados, que foram executados pelo grupo terrorista libanês Hezbollah, aliado do regime iraniano. O governo argentino afirmou que investigações judiciais e trabalhos de inteligência determinaram que os atentados foram planejados, financiados e executados com a participação direta de altos funcionários do regime iraniano e da Guarda Revolucionária.
Como resultado, tribunais argentinos emitiram alertas vermelhos da Interpol contra vários cidadãos iranianos, incluindo o ex-ministro da Defesa Ahmad Vahidi, que recentemente foi nomeado chefe da Guarda Revolucionária Islâmica. A designação permitirá a aplicação de sanções financeiras e restrições operacionais para limitar a capacidade de atuação da Guarda Revolucionária na Argentina.
O presidente Javier Milei espera que essa medida quite uma dívida histórica com as famílias das vítimas dos atentados e reafirma seu compromisso no combate ao crime organizado e ao terrorismo. Com essa decisão, 18 países e a União Europeia consideram a Guarda Revolucionária do Irã uma organização terrorista, incluindo Equador e Paraguai na América do Sul, que já haviam tomado medidas semelhantes.