A cidade de São Paulo sediou a Conferência Masar Badil, um evento internacional vinculado à esquerda radical e a organizações consideradas terroristas em vários países. O encontro teve início no sábado e se estendeu até terça-feira, promovendo atividades que defendem abertamente a resistência do Irã contra os EUA e a destruição do Estado de Israel.
O movimento Masar Badil, fundado em 2021, se apresenta como uma alternativa revolucionária à diplomacia oficial e rejeita os tratados de Oslo e a solução de dois Estados. Com conferências simultâneas em Madri, Beirute e São Paulo, o grupo se autodenomina defensor do povo palestino e vinculado à diáspora palestina.
Durante o evento, o movimento clamou pela “libertação total” da Palestina, um slogan que é considerado antissemita por organizações como o American Jewish Committee. O lema, que prega a destruição do Estado de Israel, é utilizado pelo grupo terrorista Hamas, que controla a Faixa de Gaza.
Apesar de sua ligação com grupos radicais, o evento contou com o apoio de partidos da esquerda brasileira, como o Partido da Causa Operária (PCO). O dirigente João Pimenta pediu maior apoio do governo ao regime iraniano e destacou a resistência contra o imperialismo norte-americano.