A família da policial militar Gisele Alves Santana iniciou um abaixo-assinado solicitando a expulsão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto da Polícia Militar de São Paulo. O documento já conta com mais de 11 mil assinaturas e pede uma apuração rigorosa e transparente do caso, que inicialmente foi tratado como suicídio, mas posteriormente descartado após perícia.
Geraldo, marido de Gisele, encontra-se preso sob acusação de ter assassinado a esposa, que foi morta com um tiro na cabeça em seu apartamento no bairro do Brás, em São Paulo. Os familiares criticam a permanência do tenente-coronel na corporação, alegando que suas condutas são incompatíveis com os princípios da Polícia Militar.
No abaixo-assinado, a família destaca que nenhuma farda deve servir como proteção para condutas abusivas e pede a aplicação da sanção máxima, que é a perda do posto e patente. Eles enfatizam que o pedido não é um julgamento antecipado, mas sim um clamor por justiça e responsabilidade.
A Polícia Militar está conduzindo um processo para expulsar Geraldo Leite Rosa Neto, que ocorre em paralelo às investigações sobre a morte de Gisele. O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico, confirmou que a expulsão pode ocorrer mesmo que ele ainda não tenha sido condenado, garantindo o direito à ampla defesa no processo.