Dólar se fortalece em meio à escalada no Oriente Médio

A guerra entre EUA, Israel e Irã completa um mês, trazendo efeito claro no câmbio; dólar não devolveu a alta inicial e, por consequência, real [...]
Foto: Ilustração fotográfica mostrando uma peça de gasoduto, bandeiras de EUA e

A escalada no Oriente Médio eleva o risco global, fortalecendo o dólar e impede reação do real, apesar da alta do petróleo. Diferentemente de outro choques geopolíticos recentes, o dólar não devolveu a alta inicial e, por consequência, o real desacelerou o movimento de valorização que registrava desde o ano passado.

O principal fator é a mudança na natureza do risco global. O prêmio de risco do mercado atribuído ao conflito no Irã é mais elevado do que na deflagração do conflito Rússia-Ucrânia.

Isso ajuda a explicar a pressão sobre o real. Historicamente, o dólar frente ao real depende entre 70% e 80% do movimento externo.

No primeiro mês da guerra na Ucrânia, porém, o dólar seguiu um roteiro distinto. Saiu de R$ 5,0097 em 23 de fevereiro, saltou para R$ 5,1231 no dia da invasão da Rússia na Ucrânia, em 24 de fevereiro, mas recuou para R$ 4,8253 em 24 de março, um mês depois do início do conflito direto.

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