O Brasil aplica punições mais brandas a juízes corruptos, conforme estudo do Centro de Liderança Pública (CLP) que analisou a situação em 19 países. Os magistrados envolvidos em corrupção costumam ser obrigados a se aposentar ou afastados do cargo, mas continuam a receber parte do salário.
Em muitos lugares do mundo, a prática comum é a demissão imediata dos juízes corruptos, além do envio do caso para investigação policial e do Ministério Público. Países como Estados Unidos, Reino Unido e Canadá tratam a corrupção como crime, e o afastamento de juízes depende de decisões políticas, mas buscam evitar que eles mantenham privilégios.
Na França, Itália e Espanha, os órgãos responsáveis podem aplicar punições mais severas, como a perda de direitos de aposentadoria. No Brasil, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) normalmente aplica como punição máxima a aposentadoria compulsória ou o afastamento com salário proporcional, mesmo em casos graves como venda de decisões judiciais.
A pesquisa conclui que a combinação de demissão e processo criminal é mais comum em outros países. Na Alemanha, a remoção depende de decisão judicial, enquanto no México, a demissão é acompanhada de proibição para ocupar cargos públicos. A abordagem no Brasil, que muitas vezes resulta em punições leves, contrasta com a rigidez observada em diversas jurisdições internacionais.